quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PLAC3 - ATIVIDADE2 - PRODUÇÃO DA NARRATIVA CONCLUSIVA DA TRAJETÓRIA DO CURSISTA NO CURSO (VERSÃO FINAL)


REGISTRO DO OLHAR, APRENDIZAGENS, EMOÇÕES, DESCOBERTAS, CAMINHOS E POSSIBILIDADES PARA A CULTURA DIGITAL NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E NA ESCOLA

 

          No dia vinte e cinco de Agosto do ano de dois mil e catorze iniciou-se uma nova etapa de aprendizagem ofertada aos profissionais da Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Curso de Especialização Educação na Cultura Digital. Com vários módulos de estudo ofertados iniciando pelo PLAC1, dando sequencia ao PLAC2, NB1, NB2, Núcleo Específico e atualmente estudando o PLAC3, todos com o objetivo de contribuir para formar educadores para integrar, crítica e criativamente as tecnologias digitais de comunicação e informação aos currículos escolares através de aspectos centrais de metodologia que residem na articulação entre estudo, reflexão crítica e experiência.
        No decorrer do processo de estudos até aqui realizados e experiência de vida observou-se que tudo no mundo está sujeito a constantes mudanças, e que a educação não pode ficar a mercê e precisa se inteirar nesse processo, tendo em vista que as ações e transformações que acontecem na natureza e sociedade se refletem profundamente no ambiente escolar, especialmente na sala de aula, onde os alunos expressam a sua cultura, seus anseios, suas angústias, sentimentos e conhecimentos sobre o mundo em que vivem.
Outro ponto que considero relevante é a minha experiência ligada ao ensino com o uso das TDIC de aproximadamente doze anos em Escolas da Rede Pública Estadual com turmas do Ensino Fundamental. Esse período tem me proporcionado momentos de avaliação sobre a importância que as DTIC têm no processo de ensino e aprendizagem.
A minha primeira experiência com o uso de tecnologias  foi no dia sete de abril de 1995, quando na oportunidade iniciei com cursos de Datilografia. Em 1999, superando a fase da máquina de escrever, comecei com cursos na área de informática. No ano de 2001, fui chamada para trabalhar em escola Pública Estadual com alunos do Ensino Fundamental em projeto de Informática feito pela escola no contra turno. Paralelamente a este trabalho iniciei a minha formação pedagógica pela Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC.
Dando continuidade as trajetórias estudantis, ingressei no curso de Pós Graduação Especialização Educação Infantil, Séries Iniciais e Gestão Escolar, pela Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras AUPEX de Santa Catarina. No ano de 2012 conclui o Curso de Especialização Mídias na Educação pela Faculdade Federal do Rio Grande – FURG, do Estado do Rio Grande do Sul. Em 2014 conclui o Curso Especialização em Gestão Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (IFSC). Em 2014 iniciei o Curso de Especialização Educação na Cultura Digital, essa formação está trazendo profundas reflexões sobre a inserção das TDIC no currículo escolar e no processo coletivo de ensino e aprendizagem. O que me motivou a realizar esse curso foi a minha experiência pedagógica com o uso da Mídia Informática de aproximadamente doze anos, além de querer buscar formação para inovar e melhorar a prática pedagógica tive também a influência de colegas de trabalho que acompanham o meu trabalho. A trajetória de estudo até então percorrida foi além das expectativas e modificaram o meu pensar e olhar frente ao meu trabalho em sala de aula. 
Na escola Estadual Professor Manuel de Freitas Trancoso onde trabalho 10 (dez) horas semanais com a Disciplina de Ciências Tecnológicas que integra o Projeto Mais Educação, a minha prática se dá com o uso das TDIC, discutimos e desenvolvemos as atividades na sala e lousa para posterior desenvolvimento no computador.
Seguimos um planejamento mensal que possibilita aos professores trabalharem interligados e em sintonia ao projeto Mais Educação, inclusive os professores titulares para assim encaminhar e definir os conteúdos e atividades a serem trabalhadas e que estão sendo desenvolvidas.
Muitos ganhos, vivências e novas possibilidades de inserção da Cultura Digital na prática pedagógica foram observados no Coletivo da Escola. Porém, percebe-se ainda que a resistências relacionadas ao uso das TDICS, especialmente do celular relacionado à falta de segurança e domínio necessário com relação a aplicação dos conteúdos e interação entre a máquina e com o aluno. Por outro lado, se verifica que esse processo de quebra de paradigma e superação de barreiras gradativamente vem sendo superado e alcançado através de capacitações e troca de experiências do grupo docente.
Procuro na prática pedagógica diária fazer uso de todos os softwares que são parte do Linux Educacional 4.0. Além da Internet, em sites educativos, pesquisas e vídeos, indico aos alunos sites de pesquisa vinculados aos conteúdos, para que assim não se percam no emaranhado mundo de informações disponíveis e para que possam explorar ao máximo esse recurso de aprendizagem.
Nessa perspectiva o mundo midiático oferece um emaranhado mundo de recursos audiovisuais que possibilitam e permitem diferentes formas de ensino e aprendizagem, melhorando a compreensão dos objetivos para além do coletivo da escola.
Adentrar no mundo de nossos alunos implica em um novo olhar sobre a nossa prática pedagógica para com a sua realidade. Trabalhar os conteúdos objetivando resultados que favoreçam o desenvolvimento intelectual e profissional é um desafio para nos imigrantes digitais, porém, imprescindível e relevante para os nativos digitais.
Nesse sentido, as nossas práticas pedagógicas só serão modificadas se introduzirmos as TDIC de maneira eficaz como recurso de aprendizagem. Os planejamentos, diálogos, pesquisas e a cooperação em grupo assumem importantes dimensões na educação. Nesse contexto, é necessário que a escola através de seus gestores invista em condições favoráveis para o uso das tecnologias digitais, estimulando e incentivando seus professores para inseri-las na sua prática e nos planejamentos coletivos. 
Destaco a fala de Chagas (1980), quando foram realizados estudos e debates sobre a profissão docente e que tinha o objetivo avaliar o trabalho dos professores quanto ao enfoque no sistema econômico e social que estabelecia limitações ao discente sobre a criticidade em relação aos temas propostos. A filosofia proposta pelos professores não agregava liberdade crítica, apenas alienava o educando ao sistema de interesse da elite, distanciando-se da realidade do aluno.
Biscaro (2012) destaca que a identidade profissional docente de origem latina que significa igualdade e continuidade, a qual nos faz compreender melhor a nossa identidade pessoal, tem a responsabilidade de formar discentes capazes de construir a sua própria história pessoal e profissional que dê sentido ao seu trabalho a partir de relações sociais que estabelecem a sua autonomia profissional.
Nesse sentido, diante de uma nova realidade, os cenários da educação evoluíram, exigindo a inserção de profundas mudanças que remetem principalmente ao uso das ferramentas midiáticas e que permitem aproximar a realidade vivenciada pelos alunos com a prática desenvolvida em sala de aula.
Diante deste contexto,
Abrir a escola para o mundo é uma das condições para sua sobrevivência com dignidade, nessa travessia de milênio. O novo espaço escolar é o planeta, porque a Terra tornou-se nosso endereço, para todos. O avanço tecnológico ampliou o espaço escolar. O novo paradigma educativo funda-se na condição planetária da existência humana. (GADOTTI, 2000, p. 18).

Segundo Gadotti (2000), é necessário que a equipe gestora e administrativa, juntamente com o corpo discente promovam ações e mudanças no processo pedagógico para que os nossos alunos se tornem elementos reflexivos e críticos diante da realidade e desafios da vida, preparando-os melhor para viverem em sociedade e a serem protagonistas do conhecimento histórico e cultural. Alerta para que a escola fique atenta para acompanhar as mudanças que vem acontecendo no mundo e se insira nesse processo, sempre que apresenta características e influências educativas.
É perceptível no decorrer do curso a importância do trabalho coletivo na escola e a inserção das tecnologias digitais em todas as disciplinas para que possamos receber os nossos alunos em um ambiente renovado e resinificar as concepções pedagógicas reencantando o seu papel e construindo algo que permaneça na escola e nas ações coletivas.
Aprender e ensinar na Cultura Digital implica na organização do tempo e espaço escolar, superar novos desafios, cenários e sentidos, ser multiplicador da nova cultura digital associando à teoria a prática.
A nossa escola no início do curso apresentava grandes dificuldades para incorporar as TDIC na prática pedagógica em quase todas as disciplinas, atualmente verifica-se que estão a cada dia ocupando mais espaço no processo ensino-aprendizagem.
Os professores utilizam o computador para pesquisas e produções que complementam os conteúdos de suas disciplinas. O multimídia para apresentações de trabalhos, vídeos e filmes relacionados aos conteúdos das disciplinas. A Internet para complementar o conteúdo do livro didático, baixar vídeos, filmes e produções relacionadas aos conteúdos. O rádio para noticiários e através da música trabalham a linguagem, movimento e relaxamento que auxiliam no processo da alfabetização. A câmara filmadora é utilizada para fazer filmagens de comerciais, telejornais, narrativas, documentários, e apresentações em geral. A câmara fotográfica é utilizada para capturar fotos e fazer montagens, registros das atividades e montagens de vídeos relacionados aos conteúdos. 
Outro ponto positivo a ser destacado são os Planejamentos coletivos onde se procura ter sempre em pauta para discussão a formação continuada dos professores e a importância de se inserir em nossos planejamentos e prática pedagógica relacionada ao uso das TDIC, tendo em vista toda uma realidade imersa no mundo digital.
A nossa escola disponibiliza recursos tecnológicos suficientes para atender as necessidades básicas do uso das TDIC na prática educativa. Alguns desafios são vivenciados, a exemplo de poucos equipamentos, problemas técnicos, lentidão no processamento dos programas de computadores, lentidão no acesso a Internet, equipamentos velhos e desatualizados.
Por outro lado, nos deparamos com muitas lembranças significativas e gratificantes na prática pedagógica, especialmente quando os resultados são alcançados e percebidos no dia a dia em sala de aula e no ambiente escolar. Verificarmos ainda em épocas da Cultura Digital que há uma grande parcela de alunos ainda distantes do mundo digital, essa distância e disparidade de conhecimento é percebido em sala de aula, quando instigados a lidar com as tecnologias, a exemplo do computador, celular e outras, o que nos remete inicialmente a todo um trabalho instrutivo e técnico de uso dessas tecnologias para que posteriormente possamos encaminhar atividades pedagógicas.
A escola nesse sentido está fazendo a sua parte, conectando-se a nova Cultura Digital, buscando soluções e melhorias junto aos órgãos competentes para proporcionar a equipe docente melhores condições de trabalho com o uso das TDIC. Percebe-se por parte dos professores que os alunos estão sendo instigados a usufruir desses meios para ampliar os conhecimentos e socializar informações em rede. Os Blogs, e-mails e site próprio da escola são alternativas interessantes para ampliar a aprendizagem dos alunos e professores em rede, além da troca de experiências, interação síncrona e assíncrona que permitem a participação e interação coletiva e consequentemente ampliam e enriquecem a aprendizagem.  
No decorrer do curso as aprendizagens foram e continuam sendo significativas, possibilitam um entendimento melhor sobre o uso das TDIC na prática pedagógica. Além de proporcionar estratégias diferentes de ação pedagógica que orientam a trilhar por caminhos diferentes a do uso do giz e quadro negro, da aula expositiva e do uso do livro didático, promovendo novos processos de aprendizagens, além de oferecer alternativas para superar as dificuldades ligadas à falta de tempo para planejamento e organização das atividades com significações para os alunos.
Se inteirar com o novo, se envolver com a realidade dos nossos alunos é missão do educador dinâmico, responsável e comprometido com o fazer pedagógico. O caminho que estamos percorrendo nos trará um suporte pedagógico sólido com contribuições e resultados positivos no contexto pedagógico da escola em favor da Nova Cultura Digital e sociedade como um todo.
A formação voltada à prática remete a uma certeza de que para completar toda a produção de conhecimento com sucesso, e torná-la prazerosa para o educando, é necessário à inserção da cultura digital a prática curricular.
Desta forma, todas as atividades e conteúdos propostos pelo curso contribuíram significativamente na construção de uma consciência efetiva da importância das TDIC na prática escolar diante dos desafios propostas pela cultura digital, iniciando assim uma superação de conflitos entre os imigrantes digitais para com os nativos digitais.


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REFERÊNCIAS


BISCARO, Lára Castegnaro. Prática e investigação educativa I / Lára Castegnaro Biscaro. - 2. ed. rev. e atual. - Joaçaba : Unoesc Virtual, 2012.

CHAGAS, V. O ensino de 1º e 2º graus: antes, agora e depois? (2. ed.) São Paulo: Saraiva, 1980: 385p.
GADOTTI, M. e colaboradores. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
LUCENA, C.J.P.; FUKS, H.: Professores e aprendizes na Web: a educação na era da Internet. Org. Nilton Santos. Rio de Janeiro: Clube do Futuro: 2000 , ISBN 85-88011-01-8.
LIBÂNEO, José Carlos. Conceito de método de ensino. In: ____ Didática. São Paulo: Cortez, 1991, p. 150.
___________.SANTA CATARINA. Governo do Estado. Secretaria de Estado da Educação. [Proposta curricular de Santa Catarina: formação integral na educação básica] / Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação – [S.I.] : [S. n.], 2014. 192 p. : il. Color. ; 30 cm.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PLAC 3 - ATIVIDADE 2 PRODUÇÃO DE NARRATIVA CONCLUSIVA DA TRAJETÓRIA DO CURSISTA NO CURSO


Registro do olhar, aprendizagens, emoções, descobertas, caminhos e possibilidades para a Cultura Digital na prática pedagógica e na escola.














terça-feira, 19 de janeiro de 2016

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC. ESPECIALIZAÇÃO EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL. CURSISTA: DELSI SODER NYLAND.

PLAC 3 - ATIVIDADE 2 - PRODUÇÃO DE NARRATIVA CONCLUSIVA DA TRAJETÓRIA DO CURSISTA NO CURSO.
Profª. Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos.
Tutora Profª. Michele.

REGISTRO DO OLHAR, APRENDIZAGENS, EMOÇÕES, DESCOBERTAS, CAMINHOS E POSSIBILIDADES PARA A CULTURA DIGITAL NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E NA ESCOLA

           No dia vinte e cinco de Agosto do ano de dois mil e catorze, iniciou-se uma nova etapa de aprendizagem ofertada aos profissionais da Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Curso de Especialização Educação na Cultura Digital. Com vários módulos de estudo ofertados, iniciando pelo PLAC1, dando sequencia ao PLAC2, NB1, NB2, Núcleo Específico e atualmente estudando o PLAC3, todos com o objetivo de contribuir para formar educadores para integrar, crítica e criativamente as tecnologias digitais de comunicação e informação aos currículos escolares através de aspectos centrais de metodologia que residem na articulação entre estudo, reflexão crítica e experiência.
     No decorrer do processo de estudos até aqui realizado e experiência da prática realizada, observou-se que tudo no mundo está sujeito a constantes mudanças, e nesse sentido a educação não pode ficar a mercê e precisa se inteirar nesse processo, tendo em vista que as ações e transformações que acontecem na natureza e sociedade se refletem profundamente no ambiente escolar, especialmente na sala de aula, onde os alunos expressam a sua cultura, seus anseios, suas angústias, sentimentos e conhecimentos sobre o mundo onde vivem.
        Outro ponto relevante é a minha experiência ligada ao ensino com o uso das TDIC de aproximadamente doze anos em Escolas da Rede Pública Estadual com turmas do Ensino Fundamental. Esse período tem me proporcionado momentos de avaliação sobre a importância que as TDIC exercem no processo de ensino e aprendizagem.
          A minha primeira experiência com o uso de tecnologias  foi no dia sete de abril de 1995, quando na oportunidade iniciei ministrando cursos de Datilografia. Em 1999, superando a fase da máquina de escrever iniciei ministrando cursos de Informática. No ano de 2001, fui chamada para trabalhar em escola Pública Estadual com alunos do Ensino Fundamental em projeto de Informática no contra turno. Paralelamente a este trabalho iniciei a minha formação pedagógica pela Universidade Estadual de Santa Catarina, UDESC.
       Dando continuidade as trajetórias estudantis, ingressei no curso de Pós Graduação Especialização Educação Infantil, Séries Iniciais e Gestão Escolar pela Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras AUPEX de Santa Catarina. No ano de 2012 conclui o Curso de Especialização Mídias na Educação pela Faculdade Federal do Rio Grande – FURG, do Estado do Rio Grande do Sul. Em 2014 conclui o Curso de Especialização em Gestão Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (IFSC). Em 2014 iniciei o Curso de Especialização Educação na Cultura Digital, essa formação está trazendo profundas reflexões e mudanças quando a inserção das TDIC na prática, currículo e no processo coletivo de ensino e aprendizagem. Os fatores que me motivaram a realizar esse curso inicialmente foi a minha experiência pedagógica com o uso da Mídia Informática de aproximadamente doze anos e a influência de colegas de trabalho que acompanham o meu trabalho. A trajetória de estudo até então percorrida foi além das expectativas e modificaram o meu pensar e olhar frente a minha prática pedagógica.
              Na Escola Professor Manuel de Freitas Trancoso onde trabalho no Projeto Mais Educação dez horas semanal com alunos de Séries Iniciais de 1º ao 5º ano, com a Disciplina Ciências Tecnológicas onde desenvolvo a minha prática com o uso das TDICS, os alunos realizam as atividades na lousa e posteriormente no computador. Seguimos um planejamento mensal com todos os professores que trabalham no projeto, inclusive os professores titulares para assim encaminhar e definir os conteúdos e atividades a serem trabalhadas e que estão sendo desenvolvidas.
             Durante toda a trajetória do curso muitos ganhos, vivências e novas possibilidades de inserção da Cultura Digital na prática pedagógica foram observados individualmente e no Coletivo da Escola. Porém, percebe-se ainda que há resistências relacionada ao uso das TDICS, especialmente do celular relacionado a falta de segurança e domínio necessário com relação a aplicação dos conteúdos e interação entre a máquina e com o aluno. Por outro lado, se verifica que esse processo de quebra de paradigma e superação de barreiras gradativamente vem sendo superado e alcançado através de capacitações e troca de experiências do grupo docente.
          Procuro na prática pedagógica diária fazer uso de todos os softwares que são parte do Linux Educacional 4.0. Além da Internet, em sites educativos, pesquisas, vídeos e jogos, procuro indicar aos alunos sites de pesquisa com links vinculados aos conteúdos, para que assim não se percam no emaranhado mundo de informações disponíveis e para que possam explorar ao máximo esse recurso de aprendizagem.
          Nessa perspectiva o mundo midiático oferece um emaranhado mundo de recursos audiovisuais que possibilitam diferentes formas de aprendizagem e que facilitam a compreensão dos objetivos imprimidos para além do coletivo da escola.
       Se inteirar no mundo de nossos alunos, implica em um novo olhar sobre a nossa prática pedagógica para com a sua realidade. Trabalhar os conteúdos objetivando resultados que favoreçam o desenvolvimento intelectual e profissional é um desafio para nos imigrantes digitais, porém, imprescindível e relevante para os nativos digitais.
          As prática pedagógica só será modificada se introduzirmos as TDIC de maneira eficaz como recurso de aprendizagem. Os planejamentos, diálogos, pesquisas e a cooperação em grupo assumem importantes dimensões na educação. Nesse contexto, é necessário que a escola através de seus gestores invista em condições favoráveis para o uso das tecnologias digitais, estimulando e incentivando seus professores para inseri-las na sua prática e nos planejamentos coletivos. 
          Destaco a fala de Chagas (1980), quando foram realizados estudos e debates sobre a profissão docente e que tinha o objetivo avaliar o trabalho dos professores quanto ao enfoque no sistema econômico e social que estabelecia limitações ao discente sobre a criticidade em relação aos temas propostos. A filosofia proposta pelos professores não agregava liberdade crítica, apenas alienava o educando ao sistema de interesse da elite, distanciando-se da realidade do aluno.
BISCARO (2012), destaca que a identidade profissional docente de origem latina que significa igualdade e continuidade, a qual nos faz compreender melhor a nossa identidade pessoal, tem a responsabilidade de formar discentes capazes de construir a sua própria história pessoal e profissional que dê sentido ao seu trabalho a partir de relações sociais que estabelecem a sua autonomia profissional.
          Nesse contexto, diante de uma nova realidade, os cenários da educação evoluíram, exigindo a inserção de profundas mudanças que remetem principalmente ao uso das ferramentas midiáticas e que permitem aproximar a realidade vivenciada pelos alunos com a prática desenvolvida em sala de aula.

Abrir a escola para o mundo é uma das condições para sua sobrevivência com dignidade, nessa travessia de milênio. O novo espaço escolar é o planeta, porque a Terra tornou-se nosso endereço, para todos. O avanço tecnológico ampliou o espaço escolar. O novo paradigma educativo funda-se na condição planetária da existência humana. (GADOTTI, 2000, p. 18).

          Segundo Gadotti (2000), é necessário que a equipe gestora e administrativa, juntamente com o corpo discente promovam ações e mudanças no processo pedagógico para que os nossos alunos se tornem elementos reflexivos e críticos diante da realidade e desafios da vida, preparando-os melhor para viverem em sociedade e a serem protagonistas do conhecimento histórico e cultural. Alerta para que a escola fique atenta para acompanhar as mudanças que vem acontecendo no mundo e se insira nesse processo, sempre que apresenta características e influências educativas.
           É perceptível no decorrer do curso a importância do trabalho coletivo na escola e a inserção das tecnologias digitais em todas as disciplinas para que possamos receber os nossos alunos em um ambiente renovado e resinificar as concepções pedagógicas, reencantando o seu papel e construindo algo que permaneça na escola e nas ações coletivas.
          Aprender e ensinar na Cultura Digital implica na organização do tempo e espaço escolar, superar novos desafios, cenários e sentidos, ser multiplicador da nova cultura digital associando à teoria a prática.
           A nossa escola no início do curso apresentava grandes dificuldades para incorporar as TDIC na prática pedagógica em quase todas as disciplinas, atualmente verifica-se que estão a cada dia ocupando mais espaço no processo ensino-aprendizagem.
         Os professores utilizam o computador para pesquisas e produções que complementam os conteúdos de suas disciplinas. O multimídia para apresentações de trabalhos, vídeos e filmes relacionados aos conteúdos das disciplinas. A Internet para complementar o conteúdo do livro didático, baixar vídeos, filmes e produções relacionadas aos conteúdos. O rádio para noticiários e através da música trabalham a linguagem, movimento e relaxamento que auxiliam no processo da alfabetização. A câmara filmadora é utilizada para fazer filmagens de comerciais, telejornais, narrativas, documentários, e apresentações em geral. A câmara fotográfica é utilizada para capturar fotos e fazer montagens, registros das atividades e montagens de vídeos relacionados aos conteúdos.
          Outro ponto positivo a ser destacado são os Planejamentos coletivos onde se procura ter sempre em pauta para discussão a formação continuada dos professores e a importância de se inserir em nossos planejamentos e prática pedagógica relacionada ao uso das TDIC, tendo em vista toda uma realidade imersa no mundo digital.
         A nossa escola disponibiliza recursos tecnológicos suficientes para atender as necessidades básicas do uso das TDIC na prática educativa. Alguns desafios são vivenciados, a exemplo de poucos equipamentos, problemas técnicos, lentidão no processamento dos programas de computadores, lentidão no acesso a Internet, equipamentos velhos e desatualizados.
             Por outro lado, nos deparamos com muitas lembranças significativas e gratificantes na prática pedagógica, especialmente quando os resultados são alcançados e percebidos no dia a dia em sala de aula e no ambiente escolar. Verificarmos ainda em épocas da Cultura Digital que há uma grande parcela de alunos ainda distantes do mundo digital, essa distância e disparidade de conhecimento é percebido em sala de aula, quando instigados a lidar com as tecnologias, a exemplo do computador, celular e outras, o que nos remete inicialmente a todo um trabalho instrutivo e técnico de uso dessas tecnologias para que posteriormente possamos encaminhar atividades pedagógicas.
          A escola nesse sentido está fazendo a sua parte, conectando-se a nova Cultura Digital, buscando soluções e melhorias junto aos órgãos competentes para proporcionar a equipe docente melhores condições de trabalho com o uso das TDIC. Percebe-se por parte dos professores que os alunos estão sendo instigados a usufruir desses meios para ampliar os conhecimentos e socializar informações em rede. Os Blogs, e-mails e site próprio da escola são alternativas interessantes para ampliar a aprendizagem dos alunos e professores em rede, além da troca de experiências, interação síncrona e assíncrona que permitem a participação e interação coletiva e consequentemente ampliam e enriquecem a aprendizagem.
               No decorrer do curso as aprendizagens foram e continuam sendo significativas, possibilitam um entendimento melhor sobre o uso das TDIC na prática pedagógica. Além de proporcionar estratégias diferentes de ação pedagógica que orientam a trilhar por caminhos diferentes a do uso do giz e quadro negro, da aula expositiva e do uso do livro didático, promovendo novos processos de aprendizagens, além de oferecer alternativas para superar as dificuldades ligadas à falta de tempo para planejamento e organização das atividades com significações para os alunos.
              Se inteirar com o novo, se envolver com a realidade dos nossos alunos é missão do educador dinâmico, responsável e comprometido com o fazer pedagógico. O caminho que estamos percorrendo nos trará um suporte pedagógico sólido com contribuições e resultados positivos no contexto pedagógico da escola em favor da Nova Cultura Digital e sociedade como um todo.
              A formação voltada à prática remete a uma certeza de que para completar toda a produção de conhecimento com sucesso, e torna-lá prazerosa para o educando, é necessário à inserção da cultura digital a prática curricular.
      Desta forma, todas as atividades e conteúdos propostos pelo curso contribuíram significativamente na construção de uma consciência efetiva da importância das TDIC na prática escolar diante dos desafios propostas pela cultura digital, iniciando assim uma superação de conflitos entre os imigrantes digitais para com os nativos digitais.


REFERÊNCIAS

BISCARO, Lára Castegnaro. Prática e investigação educativa I / Lára Castegnaro Biscaro. - 2. ed. rev. e atual. - Joaçaba : Unoesc Virtual, 2012.
 
CHAGAS, V. O ensino de 1º e 2º graus: antes, agora e depois? (2. ed.) São Paulo: Saraiva, 1980: 385p.

GADOTTI, M. e colaboradores. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

LUCENA, C.J.P.; FUKS, H.: Professores e aprendizes na Web: a educação na era da Internet. Org. Nilton Santos. Rio de Janeiro: Clube do Futuro: 2000 , ISBN 85-88011-01-8.

LIBÂNEO, José Carlos. Conceito de método de ensino. In: ____ Didática. São Paulo: Cortez, 1991, p. 150.

___________.SANTA CATARINA. Governo do Estado. Secretaria de Estado da Educação. [Proposta curricular de Santa Catarina: formação integral na educação básica] / Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação – [S.I.] : [S. n.], 2014. 192 p. : il. Color. ; 30 cm.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

ENCERRAMENTO EPI

A EEB Professor Manuel de Freitas Trancoso realizou no dia 11, sexta-feira, a rua do lazer, onde os alunos puderam trazer brinquedos e e fazer piquenique, e encerramento das atividades do projeto EPI com 86 alunos e professores, contou com a presença do Papai Noel que distribuiu gorros e presentes. Foi uma manhã muito divertida.





















sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Premiação da OBMEP


No dia 12 de setembro de 2015 os classificados para a 2ª fase da Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas públicas – OBMEP realizaram a prova. E neste último dia 27 de novembro recebemos a relação dos alunos premiados, sendo:
Alunos que receberam Menção Honrosa
Nível 1
Bianca Althaus – 6º 01
Bruno Grooder – 6º 01
Kauan Köfer – 7º 01

Nível 2
Eric Pasqualotto -8º 01
Tamires Lenz – 8º 01

Nível 3
Ana Paula De Marco – 3º 01
Felipe Ebert – 3º03

E nossa aluna GRAZIELA TRENTIN da 3º 01 recebeu MEDALHA DE BRONZE.
Parabéns a todos pelo bom desempenho.
As professoras de Matemática da escola Márcia De Marco Pasqualotto, Jaqueline Elíbio e Rosimara Zanluchi agradecem a todos que se empenharam e no dia 18 de dezembro a escola entregará uma medalha a todos os premiados.



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Votação do Plano de Gestão

Na EEB Professor Manuel de Freitas Trancoso de Iraceminha, 2º GERED da SDR de Maravilha, aconteceu, como na maioria das escolas catarinenses, a escolha do Plano de Gestão Escolar 2016/2019. Foram aptos a votar pais, professores, alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental e servidores (serventes e merendeiras). Esta é uma oportunidade em que a comunidade escolar pode escolher democraticamente a direção da escola.
Atualmente, o educandário é formado por 386 alunos de 1º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio e 45 professores. Essa clientela desfruta dos projetos EPI (Escola em Período Integral 1º ao 5º ano), Mais Educação (1º ao 9º ano) e EMI (Ensino Médio Inovador).

Fazem parte da Comissão Escolar de Gestão as seguintes pessoas:
  1. Presidente: Jovelino Baldissera
  2. Vice- Presidente: Lovani Link
  3. Secretária: Sandra Stacke
  4. Suplente 1:  José Ivanir Follmann
  5. Suplente 2: Graziela Trentin
  6. Suplente 3: Alana Schubert 

Os membros da mesa receptora são:
  1. Presidente: Vanessa Daiane Rauber
  2. Secretária: Tassiani Da Silva
  3. Mesária 1: Larisa Bonadeo Tumelero
  4. Mesária 2: Sandra Zanella
  5. Fiscais: Daniela Assoni  Bolfe e Marciani Balbinot Boff.

Foi apresentado apenas um plano de gestão, pois há apenas uma proponente, sendo Sirnei Puntel Dal Maso. O plano foi exposto a todos os segmentos: alunos, pais, professores, APP (Associação de Pais e Professores), Conselho Deliberativo e Grêmio Estudantil, com o intuito de esclarecer bem as metas para a gestão. Esse plano tem como objetivo proporcionar educação de qualidade, igualitária, democrática, participativa, visando atender a formação humana integral do educando, priorizando a dimensão pedagógica a fim de promover a função social da instituição.


A votação iniciou às 8 horas, transcorreu normalmente e segue até às 21 horas. Após o enceramento as comissões responsáveis realizaram a contagens dos votos. Sendo que o Plano de Gestão Escolar 2016 a 2019 da  Proponente Sirnei Puntel Dal Maso teve aprovação de 91,18%, 8,64% de rejeição e 0,18% em branco.





terça-feira, 24 de novembro de 2015

RESGATE DE BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

PLAC 3

Atividade 01 Ação 03. Avaliação da Experiência, Avanços, Desafios e Alternativas.

Organização e realização da experiência de uso das TDIC vinculadas às áreas específicas do conhecimento – Intervenção.
Profª Responsável: Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos
Tutoras a Distância: Andrea, Edionete, Jessica e Michelle.

  



TEMA
- Resgate de Brinquedos e Brincadeiras x Ludicidade Moderna.


AVANÇOS, DESAFIOS E ALTERNATIVAS.

O Objetivo Geral desse trabalho teve como foco principal o Resgate de atividades lúdicas que nortearam as brincadeiras e os brinquedos dos pais e avós de nossos alunos em paralelo a ludicidade moderna, proporcionando também as crianças momentos de alegria e diversão.
O Projeto envolveu as famílias nos legados das brincadeiras e brinquedos de sua época estabelecendo momentos de resgate e troca de experiências entre avós, pais e filhos, efetuando uma relação entre os brinquedos modernos e antigos.
Através da pesquisa também observamos como as crianças de outras nacionalidades brincam e aprendem brincando, correlacionando com a sua realidade, sendo que a experiência foi registrada através de observações, pesquisas, apresentações, produção de textos, ilustrações, vídeos, questionários, fotos, filmagens e postagem no Blog da Escola no endereço eletrônico (emitrancoso.blogspot.com).
Os resultados durante o processo de desenvolvimento do projeto foram significativos, foram muitas as experiências compartilhadas, descobertas e desafios, especialmente nas pesquisas realizadas na Internet e vídeos visualizados pelos alunos, através dos quais buscaram inspiração para construir junto com sua família o seu brinquedo.
O momento em que socializaram os brinquedos foi emocionante, pareciam estar vivendo a época, se inseriram nesse mundo brincante manifestando diferentes olhares e toques diante de tanta criatividade e satisfação de poder compartilhar com os colegas um pouco da história que marcou a infância de seus avós, pais ou outro familiar. A experiência comoveu todos os professores participantes com a certeza de que é preciso valorizar a história das gerações mais antigas mesmo que na ludicidade.
A interação e troca dos diferentes brinquedos que se deu na hora do brincar na Praça Municipal, foram surpreendentes, tendo em vista que cada um havia aprendido junto com quem confeccionou o brinquedo como se deveria proceder para poder brincar e se divertir. Foi criado um ambiente real, vivendo o ambiente histórico dos brinquedos apresentados, desses alguns muito diferentes do mundo atual.
     Outro momento importante foi à entrevista realizada com as avós de alunos e a aplicação de questionário com produção textual, bem como a produção de vídeos pelos alunos que retrataram muito bem a experiência realizada com a família fazendo um paralelo a ludicidade moderna. 
No decorrer do Projeto algumas dificuldades e resistências foram observadas,  o domínio com algumas tecnologias, bem como a timidez na hora da socialização relacionada à linguagem e oralidade com o uso do microfone. A prática imprimida fez com que percebêssemos que o tempo disponibilizado para o desenvolvimento do Projeto foi pouco tendo em vista o trabalho interdisciplinar e a sua importância aos alunos.
Destacamos a concentração na hora da apresentação do brinquedo pelos alunos que também chamava a atenção dos mesmos em razão da curiosidade pelo brinquedo do colega que aguardava a sua apresentação.
            Vivenciamos momentos significativos e constatamos que com o desenvolvimento desse Projeto os alunos foram coautores da sua produção mediados por familiares e professores, apresentando um rendimento maior no processo ensino aprendizagem e Show na criatividade.
            Diante do exposto pode-se concluir que a escola quando integra as tecnologias no currículo e planeja ações que vem ao encontro do trabalho interdisciplinar consegue aproximar mais os alunos e cultura digital, tornando a aprendizagem mais atrativa e relevante ao mundo que os cerca.
As tecnologias são assim um grande aliado da Educação que busca o desenvolvimento integral do aluno do qual a escola não pode ficar mais a mercê e ignorar esse processo que faz parte do contexto histórico, social e cultural.
Seguem fotos e vídeo sobre a prática desenvolvida.

Lançamento do Projeto

 1º Ano

 
 2º Ano

 3º Ano

4º Ano

5º Ano

Jucinei: Aluno do 3º Ano apresentando o seu brinquedo construído com a ajuda dos pais para a turma.


 Brinquedos confeccionados pelos alunos.

 Integrando as tecnologias ao Projeto

Stop Motion em ação



Destaca-se que toda a prática desenvolvida através das produções dos alunos houve a integração e interação com as TDIC. Isso fez com que os mesmos sentissem a importância do resgate histórico e contexto em que estão inseridos.
Observou-se que é possível haver integração entre tecnologias e currículo de forma interdisciplinar quando há um processo de ação coletivo através de pesquisas, planejamentos, estudos e atividades onde os alunos são protagonistas do processo ensino aprendizagem através da mediação dos professores.